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domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano novo, Vida nova

A magia da passagem de ano prende-se, a meu ver, na sensação de conclusão de um ciclo, do fim de uma etapa, ou do fim de todas as coisas que gostaríamos de dar um fim. Chamamos-lhe "vida nova". Pegamos no que éramos até ao dia 31 de Dezembro e procuramos no dia seguinte traçar um novo "eu".

Geralmente, pouco muda. O local de trabalho , a faculdade, a casa, os amigos, os colegas..geralmente permanecem iguais de um ano para o outro... O ano passado foi diferente. 2011 marcou  o início da vida como ser que trabalha, que tem direitos e deveres;  larguei os livros e deixei-me levar pelo quotidiano do hospital, permiti que a preguiça intelectual se apoderasse de mim, cresci. Não sei se sou melhor ou pior do que há um ano, apenas posso dizer que sou diferente.

Neste novo ano, volto a ter uma grande mudança. Termina a boa vida e vou finalmente entrar na especialidade. Se tudo correr bem, amanhã começo a dar os primeiros passinhos no que serei o resto da minha vida. Novo local de trabalho, uma orientadora para 4 anos, uma equipa "fixa", um modo de viver diferente do que tive até agora. Um projecto para agarrar com as duas mãos.
E esta, conta ser apenas uma das grandes mudanças dos próximos tempos!

***

2012 promete ser marcante. Esperemos que nos marque a todos da melhor maneira. 
Feliz Ano Novo a todos! 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Os dias são monótonos


Os dias são monótonos.

Apesar dos segundos passarem sempre à mesma velocidade, sinto-os cada vez mais lentos. Os pacientes entram, queixam-se, fingem estar doentes, pedem coisas, exigem coisas, ignoram o que lhes é dito…alguns estão verdadeiramente doentes, alguns merecem a nossa atenção, mas …mesmo esses, são poucos os que entendem a mensagem que tentamos transmitir. E assim passam minutos, horas, dias..semanas! Nas horas mortas corro sobre um tapete, enquanto olho para a imagem que o espelho reflete. Parece-se comigo: corre sem parar sem nunca sair do lugar. No fundo, cansa-se, sem saber porquê. Em casa pouco existe para fazer pois a mente que pouco ou nada fez sente-se cansada e precisa de dormir.

Os dias nem estão certos, nem estão errados. Estão vazios de conteúdo e de significado. Este não crescer, este não sair do mesmo lugar faz-me querer pegar em mim, e colocar-me num filme completamente diferente. Ou então colocar-me em Dezembro deste ano, uns dias após a escolha da especialidade. Este compasso de espera em que pouco ou nada faço está a dar cabo de mim.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O que é ser médico internista? O que é Medicina Interna?

É salvar vidas? É mudar vidas? Que vidas? É ser-se capaz de diagnosticar pneumonias, avc's e infecções urinárias? É exsanguinar doentes para ver para ver a subida de uma PCR? É fazer gasimetrias por tudo e por nada sem ligar ao estado eupneico e acianotico de um doente?

É ser-se capaz de contornar a morte, capaz de perpetuar o sofrimento de idosos acamados com antibioticoterapia de ultima geração? É ter medo de aplicar morfina, de aplicar a obstinação terapeutica? É restringir a dieta pastas sem sal , sem açucares , sem gorduras a pessoas cuja longevidade promete ser curta?

É dominar a arte da terceira idade e não saber salvar a vida de um homem jovem, pai de meninos pequeninos, cujos sintomas e resultados laboratoriais escaparam à rotina? É dar alta de forma sistemática a todos que não parecem estar a morrer à nossa frente? É esperar que estes jovens adoeçam a ponto de se assemelharem aos velhos que vemos definhar nas nossas enfermarias?

É isto?


sábado, 22 de janeiro de 2011

Ser ou não ser cirurgiã...eis a questão

Desde o meu 4º ano que gosto de cirurgia. Para mim é sem dúvida uma das melhores especialidades, a que é mais bela a meus olhos, a que me atrai mais. Tem arte, tem encanto e tem uma variedade que não nos deixa cair na monotonia.

Aprende-se anatomia e com base nela fazem-se cortes, ajustes e reajustes. Mas...cada pessoa tem as suas particularidades e isso obriga a que o cirurgião saiba inventar, contornar essas variações, saiba resolver o quebra cabeças.

É quase um jogo, daqueles em que vemos mil peças, em que detectamos uma fora do sítio e em que o objectivo é remover essa sem deixar todas as outras cair.

Tem arte, tem..ó se tem arte. Cada cirurgião tem a sua forma de trabalhar. Existem uns que são perfeitos cavalos no bloco (e infelizmente esses abundam...e quase picam os seus ajudantes, alunos e afins durante as cirurgias...) e existe outros em que só de vê-los a trabalhar ficamos completamente fascinados. Ainda no outro dia vi o meu tutor fazer magia em pleno bloco operatório. Pegou num bloco de ansas intestinais completamente fundidas (um bloco de bridas e afins! que a meu ver era completamente homogéneo..) e com um bisturi 5 horas depois fez renascer um intestino delgado. Magia. Pura magia.

Adoro isto. Há já algum tempo que andava esquecida do quão bonita é a cirurgia geral. E andava propositadamente esquecida. Por mil e um motivos tenho e quero ir para MGF. E se não fosse a cirurgia acho que não existiriam grandes dúvidas. Acontece é que estando num estágio em que a equipa é simpatica e amorosa (apesar de ser tratada quase carinhosamente por "duh", "coitadinha" e por "cabeça de martelo" pelo meu próprio tutor) todos tratam de me deixar sempre orientada, de estar integrada e de fazer parte da equipa. Pode ser que daqui uns tempos as coisas mudem, mas até agora as coisas têm sido assim. Um bom ambiente, uma boa equipa e um gosto antigo fazem com que comece a repensar nas minhas escolhas...

no outro dia foi-me dada a possibilidade de ser "a cirurgiã principal" (e não ajudante!) de uma cirurgia. foi uma coisa simples, mas ainda assim tive a possibilidade de o fazer. Fiz e adorei. E até mesmo o meu tutor que raramente diz uma palavra simpatica para mim (ele é mesmo assim...), até ele disse que tinha jeito para a coisa.

Até ja tenho um dos elementos da equipa a dizer que gostaria de ser meu tutor..

Sinto-me baralhada. Está difícil fugir a cirurgia. É um gosto, um gosto muito juntamente com um não posso. Não posso nem quero a vida que eles levam. E MGF também é uma especialidade que me encanta.

Só pronto...não é cirurgia...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Hérnias

Existem regras, princípios que regem o normal de uma sociedade. Regras feitas pelos homens. Quem não as cumpre "deve" ser condenado ou marginalizado.e...se for possível deve ser corrigido.

Com as hérnias é a mesma coisa. São ansas intestinais que não se contentam com o espaço que têm, que se revoltam com as regras impostas, que procuram novos caminhos. Se perguntar a um de nos se as hérnias devem ser corrigidas vocês dirão que sim. todas? Sim...não é?

...não, não devem...

Nem todas as hérnias têm indicação para serem corrigidas cirurgicamente. Informação dada por um conjunto de especialistas na área. estanho não é?

"Nem tudo o que não é normal deve ser corrigido „
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O tempo


O tempo é engraçado. É ele que dita o compasso das coisas, é ele que diz se somos ou não maiores de idade, se temos ou não maior probabilidade de ter esta ou aquela doença, é um ser que segue sem parar.

Calcorreia o mundo, passa fronteiras, muitas delas em tempos diferentes tornando o momento que vivemos uma dualidade (muitas mais até!) temporal. No outro dia a minha irmã e a minha prima faziam anos, uma a 27, outra a 28, e durante 12 horas partilharam o dia de anos. Estranho não é? É como o dia de ano novo. Uns passam primeiro , outros mais tarde.

[Costumam dizer que o fim do mundo tem data e hora marcada. A questão é…em qual dos tempos? O nosso tempo? O tempo dos australianos (que corre meio dia à nossa frente).]

Hoje, tal como ontem, anteontem e nos últimos tempos, mas principalmente hoje, sinto que o tempo parou. Os dias seguem-se uns aos outros, faço o mesmo sem surpresas, sei que tenho de estudar, pego nas coisas para estudar, tento estudar, não consigo estudar o que previ, desespero um bocado, volto a tentar, e no meio de tantas voltas, com direito a uns mini momentos de socialização com a minha família, com o meu namorado, com os meus amigos e colegas nesta luta…durmo.

Dia seguinte repito as vontades, os gestos, atino e desatino como nos dias anteriores, tudo de forma tão sistemática que até perco a noção dos dias da semana. (Só consigo distinguir o fim de semana do resto porque ao fim de semana as minhas pessoas não trabalham. Se vivesse sozinha, nem isso seria capaz.)

No meio deste ciclo vicioso em que o que muda é a página do harrison, é a complexidade ou não do tema que leio, sinto que o tempo parou, que para mim se encontra estagnado. (tirando o facto de sentir que estou cada vez mais próxima do inevitável exame).

E que acontece no entretanto…o mundo pula e avança. As pessoas crescem, sonham, vivem. E eu? Eu, mantenho-me igual a ontem, a anteontem, aos últimos tempos. Tudo isto até podia nem custar, ou melhor podia custar menos. Mas é impossível. Não só porque na nossa era tudo se sabe em todo o lugar, tal como todos nós nos rodeamos de seres que não estão congelados no tempo. Basta vê-los e sentir que o tempo não pára.

Sabem quando os doentes estão internados nas unidades de cuidados intensivos? Para quem não sabe, lá, onde a ligação com o mundo exterior é escassa, em que tudo é uma grande confusão, o tempo deixa de existir para os doentes. Durante o tempo que lá estão perdem a noção do número de dias que vão passando. Às vezes penso que o melhor para nós, para mim, seria fazer uma viagem para uma ilha deserta e aí permanecer até à data do exame.

E agora um sinal de que o tempo de vez em quando até passa pelos que estudam o harrison: hoje o Thanatos faz 24 anos! algures estará ele a comemorar este dia, um dia que marca a conclusão de mais um conjunto de dias , conjunto chamado ano, que criamos para melhor nos entendermos com o tempo. Se ele tivesse nascido noutro planeta teria outra idade, ele e todos nós, se calhar já teria feito mais festas de anos do que na Terra, ou menos, não sei…Muitos parabéns ao Thanatos =)

domingo, 12 de setembro de 2010

há mais, além harry...

Confesso, há muito que não sentia este ímpeto de escrever no blog. Não apenas uma vontade de fazer algo rotineiro, mas algo diferente: estou inspirada.

Decidi por a tocar uma música que não oiço há muito , Path of the wind do Joe Hisaishi dando assim um tom quente a este pedaço da noite e abrir o Word, porque um verdadeiro post, tem de ser escrito no Word! (senão corre-se o risco de vir o vento, salvo seja, e do post desaparecer!)

A cada dia que passa vejo que estudar o Harry não só não é fácil, como é uma autêntica prova de que somos (ou não) capazes de empinar infinitamente. Pensava eu que o curso de medicina em si já me tinha preparado para qualquer tipo de empinanço..mas estava errada.

Não posso dizer que o que leio não faz sentido nenhum. Muito pelo contrário, leio e sinto que muito do que leio já vi no dia a dia, que muito do que fiz sem saber porquê tem uma razão, que medicina é um mundo bonito. O problema é que medicina é um mundo. Um mundo gigante, maior do que podemos pensar, que dificilmente consegue ser empacotado a ponto de entrar num micro lugar num ainda menor espaço de tempo! O cérebro humano é um órgão fantástico, mas…em tão pouco tempo, é impossível aprender-se tanto. Então com a pressão que é “ter de conseguir esta ou aquela nota” é ainda mais difícil. Resultado: empina-se! Eu e muitos outros acordamos e olhamos horas a fio, num olhar meio perdido, meio vazio de qualquer tipo de sentimento feliz, e procuramos decorar. Já nem é tanto aprender, compreender…não existe assim tanto tempo: é crucial compreender o mínimo dos mínimos e decorar. Aprender…aprende-se mais tarde.

E nestas horas a fio, nós, humanos que somos vamos atrofiando todas as nossas restantes capacidades. Cada vez mais implacáveis às falhas dos que nos rodeiam, deixamos de saber o que é sentar no sofá e ver tv sem pensar que existe algo para fazer, deixamos de ver que existem outros dramas pessoais que não os nossos. Tornamo-nos amargos perante tudo e todos, perdemos a resistência que antes tínhamos para enfrentar todos os outros problemas que nos assolam. Vemos coisas a acontecerem à nossa volta, deixamos de ser convidados porque “era óbvio que ias dizer que não podias ir”, deixamos de ir porque “temos de estudar”. Vemos o mundo a acontecer…

Hoje saí. Não que não fosse sair..mas fui a um lugar que queria ir há muito.Dois anti-praia abdicaram dos seus princípios “anti”, convenceram-me/deixaram-se convencer e foram comigo à praia!

Aiiiii!! =) Apanhei sol, levei com muitas ondas (motivo pelo qual sinto o corpo todo moído), enterrei os pés na areia, levei com areia na cabeça, tirei fotos, brinquei e sorri muito. Soube bem, mesmo muito bem. Tratei de absorver o máximo de energia possível para aguentar os próximos dias de estudo. Senti que apesar de tudo o que estou a passar, mesmo com todas as minhas negligências e mudanças de humor que tenho tido à custa do estudo, tenho pessoas que estão comigo, que lutam para que todo este período custe o menos possível, que me mostram que a vida é muito mais do que este exame.

Estou cansada, vou para a cama e…recordando outros tempos, vou abrir um livro e deixar meus olhos caírem pesadamente mal sono comece a dar sinais de si.

À Joana e ao João um obrigado por me aturarem, por tornarem estes dias menos difíceis.

domingo, 22 de agosto de 2010

Bom feeling

Podia ser a expressão daquela musica (n sei d quem, mas tb n importa)..mas não =)
No outro dia estive um bocadito na minha biblioteca, sim, a minha biblioteca! a da minha faculdade e não a da faculdade de letras ou de ciencias :P
Como estamos em agosto e a malta vai de ferias, no pouco tempo que estive por lá, aquilo estava vazio, mas vazio vazio. É bom, pensam vocês..mas não :P Sozinha ninguem me incute vontade de estudar e ao fim de 15 mimnutos já andava eu a divagar e a pensar na vida. Pensei no Ano comum, nas especialiadades que posso tentar atingir, nas mudanças que vou viver no próximo ano e...no quanto adoro o que vou fazer. Senti-me mesmo bem ao aperceber-me, e talvez tenha sido a primeira vez que o fiz desde que efectivamente terminei o curso, de que me tornei médica, de que gosto imenso de ler sobre coisas médicas.

Posso não ter estudado muito, ou até mesmo nada, mas valeu a pena ter lá estado. Deu-me motivação para continuar a estudar árduamente para o Harry.

Ontem em conversas sobre "se voltasse a ter 10 anos..o que mudava..", o meu namorado disse que se calhar eu acabaria por escolher ir para Artes. Verdade seja dita, também seria muito feliz por essas bandas. Pintura, estilismo, fotografia. Ainda assim, voltava a fazer as mesmas escolhas =)

...só levaria a vida de outra forma. E o Pedro já nao teria de insistir tanto no "tem calma" ;)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A vida é como uma dança

E hoje apetece-me dedicar este post à pequena sophie

a vida é como uma dança, podemos dançar sozinhos, acompanhados, com um par, com uma multidão. podemos dançar ao ritmo da música, ao ritmo do coração, ou até arritmicamente! Podemos ter de parar para descansar, podemos ter de repensar os passos, dar passos para frente, passos para trás. tudo é possível. mas...a cada passo que damos, a cada batida da melodia que nos guia, a cada instante crescemos. somamos experiencia, consolidamos o passo, aprendemos a dançar!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Para pensar...

Frase sabia mas meio esquisita
o tempo é como o papel higiénico. quanto mais perto do fim, mais depressa parece estar a acabar.

esquisita, mas verdadeira

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Para pensar...

"Não é dificil acreditar quando temos quem acredite em nós."

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Diferença do Amor Sexual Entre Homem e Mulher

"O homem tende, por natureza, à inconstância no amor; a mulher, à constância. O amor do homem diminui sensivelmente tão logo é satisfeito: quase todas as outras mulheres o excitam mais do que aquela que ele já possui, por isso sente a necessidade de variar. Em contrapartida, o amor da mulher aumenta justamente a partir desse momento. Isso constitui uma consequência do objectivo da natureza, que visa conservar a espécie e, portanto, multiplicá-la o máximo possível. Com efeito, o homem pode comodamente gerar mais de cem crianças em um ano se tiver à disposição outras tantas mulheres; já a mulher poderia, por mais homens que tivesse, dar à luz apenas um filho por ano (excepto no caso de gémeos). Por essa razão, o homem está sempre à procura de novas mulheres, enquanto estas prendem-se firmemente a apenas um homem: pois a natureza as leva a conservar, instintivamente e sem reflexão, aquele que nutrirá e protegerá a futura prole. "
Arthur Schopenhauer, in 'A Arte de Insultar'
ps: portanto os homens podem ter mais do que uma mulher porque "é da sua natureza"?? é preciso ter cá uma lata!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dialogar

Ainda que por vezes pareça uma perda de tempo, um ganho de sofrimento, um acto de loucura em plena época de exames, é importante conversar, dialogar, até mesmo discutir se necessário.

Hoje o dia foi 80% dedicado a isso. Poderia dizer que foi um dia perdido, mas dada a importância de todas as conversas tidas, o crescimento gigantesco que todas elas surtiram em mim…este dia foi tudo, menos um dia perdido. Talvez tenha ganho mais hoje que em muitos outros dias.

 

E agora mais leve, lá vou tentar dormir um bocado. porque amanha o dia será 80% estudo!! (ou pelo menos espera-se que sim!)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Ao contrário..


...está tudo ao contrário

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

escuro


sábado, 13 de dezembro de 2008

Um dia cinzento

(Climates)

"Um céu prestes revelar a sua fúria
Um horizonte impossível de alcançar
um mundo que corre e não espera por nós"

(vejam a fotografia com olhos de ver. é daquele tipo de fotos que consegue transmitir mais do que uma simples imagem =) 5*

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Um segredo fechado



Um silêncio com um toque aveludado de café, conselhos com aroma a chocolate, um abraço apertado, um monólogo a dois.
Tens razão, posso dividir.
Obrigada.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Tempos de mudança II

A mesma situação, mas vista com um outro olhar...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

No lugar certo


Embora sejam poucos, existem: dias em que todas as escolhas parecem estar erradas. Geralmente estes dias concentram-se em torno da época de exames, principalmente em torno das cadeiras mais complexas de realizar. Fica-se a pensar no porquê de ter escolhido uma profissão tão exigente: se fizesse outra coisa não seria feliz?
Para compensar, existem outros dias, dias em que tudo faz sentido. E hoje foi um deles: ver o esboço de um sorriso na face da pequena Letícia, observar a sua atenção, sentir que tenho capacidade de marcar a diferença e ver um adeus nascer das suas mãos...tudo isto mostrou-me de que estou onde deveria estar =)